cidades vão custear casas para novos moradores

0
177


Foto: Javier Redondo (Astúrias).

Se você sonha em morar na Espanha, conheça o projeto que pretende viabilizar habitação gratuita para repovoar região. Saiba mais!

Morar na Espanha já é realidade para 130 mil brasileiros de acordo com dados do Itamaraty. Ainda que as informações estejam desatualizadas, morar no país europeu está nos planos de muitos cidadãos que buscam por mais qualidade de vida e segurança em um país europeu. Por isso, se você já vive ou pretende morar na Espanha, conheça os municípios estudam doar casas para atrair novos moradores.


Morar na Espanha: sobre as comunidades autônomas

A Espanha se divide em 17 comunidades autônomas (Andalucía, Aragón, Asturias (Principado de Asturias), Cantabria, Castilla-La Mancha, Castilla y León, Cataluña, Extremadura, Galicia, Islas Baleares (Illes Balears), Canarias, La Rioja, Madrid (Comunidad de Madrid), Murcia (Región de Murcia), Navarra (Comunidad Foral de Navarra), País Vasco e Valencia (Comunitat Valenciana)) e em duas cidades autônomas de Ceuta e Melilla.

Porém, oito das 17 comunidades autônomas (Galiza, País Basco, Andaluzia, ilhas Canárias, Catalunha, Aragão, Comunidade Valenciana e ilhas Baleares) são consideradas “Nacionalidades Históricas” e por possuírem um “Estatuto de autonomia”, contam com um poder maior de decisão e soberania.

Veja também: Espanha: em 2021 país europeu terá trem-bala low cost.

Sendo assim, a Espanha atualmente é considerada um “Estado de Autonomias” e um dos países mais descentralizados países da Europa. Porém, é um único país, mas que funciona como uma federação descentralizada de comunidades autônomas, onde cada uma das comunidades autônomas conta com diferentes níveis de autonomia.

Para se ter uma ideia, os sistemas de saúde e de educação são administrados localmente, assim como alguns aspectos do orçamento público. Além disso, o País Basco e Navarra, por exemplo, administram o orçamento praticamente sem interferência do governo central. A Catalunha, o País Basco e Navarra contam inclusive com suas próprias polícias, forças de segurança completamente autônomas.

Conheça os melhores sites de emprego na Espanha.

Astúrias quer repovoar áreas rurais e pretende custear casas para os novos moradores

Estimativas do Instituto Nacional de Estadística (INE) da Espanha, indicam que a região das Astúrias perderá ao menos 10% da sua população nos próximos anos. 26% dos cidadãos asturianos hoje têm mais de 65 anos, porém as previsões indicam que em 2035, a porcentagem será ainda maior.

Porém, para a ministra dos Derechos Sociales y Bienestar (Direitos Sociais e da Previdência), Melania Álvarez, “o desafio demográfico não é um fardo ou um problema, é uma oportunidade”. Em uma recente entrevista concedida para o jornal El Comercio, a ministra disse haver um projeto para repovoar as áreas rurais das Astúrias que incluem até o custeio de casas para os novos moradores.

Morar na Espanha: necessidade de pessoas para trabalhar

Morar em Ponga y Pesoz
Foto: Ponga y Pesoz (Turismo Astúrias).

Com a população em declínio acentuado, alguns prefeitos de pequenas cidades da região espanhola estão com imensas dificuldades em formar equipes de apoio domiciliar. Nas cidades Ponga e Pesoz, por exemplo, sobram vagas para as equipes de apoio domiciliar e nem mesmo a oferta de custeio das moradias se mostra suficiente para atrair novos moradores.

O serviço de apoio domiciliar existe para tentar trazer mais autonomia para os idosos em suas próprias casas. Entretanto, a dificuldade de formar equipes que atuem nessa área é tão grande nas Astúrias. Por isso, a equipe uma equipe dos Derechos Sociales y Bienestar da Espanha está trabalhando de forma a capacitar profissionais.

Veja também: imigração no Reino Unido: limite de salário anual dos imigrantes qualificados foi reduzido para £ 25.600.

Projeto em andamento

O projeto de capacitação de novos profissionais para atuarem na área de apoio domiciliar terá como cidades-piloto Ponga e Pesoz na região rural das Astúrias. A ministra Melania Álvarez explicou que a formação das novas equipes cumprirá dois objetivos: “[…] prestar serviço às pessoas que dela necessitam e, também, fixar população em municípios com menos residentes”.

Melania acredita que com o acesso à moradia e ao emprego, “se conquistam novos vizinhos, que vão gerar riqueza no município”. E, acima de tudo, “a equidade no acesso aos serviços sociais é garantida, que todos têm os mesmos direitos, não importa onde vivam”.

As duas cidades juntam não somam nem 1.000 habitantes. Veja no mapa onde elas estão localizadas na região das Astúrias:

Pesquisa: 54% dos europeus planejam viajar dentro da União Europeia nos próximos 6 meses.

Atendimento aos idosos visto como motor econômico

O problema é entendido pela ministra como uma oportunidade. Para Álvarez, ao atender as necessidades dos idosos, criam-se oportunidades de trabalho e negócio em alguns setores da economia. Para ela, apesar de as Astúrias “ser a comunidade autônoma com a maior taxa de pessoas com mais de 65 anos […]”, isso “[…] não é um fardo. Assim como projetamos recursos e serviços para outras faixas etárias, vamos fazer com este”.

Contudo, é importante dizer que os prefeitos dos municípios das áreas rurais das Astúrias estão reivindicando melhores serviços públicos. Em várias áreas o acesso à internet é deficitário e isso dificulta que jovens e pessoas que poderiam trabalhar remotamente escolham a região para se estabelecer.

Podcast Partiu Morar Fora

Ouça também o nosso podcast Partiu Morar Fora com dicas de como morar no exterior e como foi nosso planejamento:



Source link

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

5 × 5 =